O vício que ameaça o aluguel: como as apostas online estão causando atrasos em 36% dos contratos no Rio.24/10/2025 - O impacto das apostas online já é sentido no mercado imobiliário. O Rio de Janeiro registra o maior percentual de inquilinos inadimplentes relacionados a jogos virtuais, acima da média nacional.
Apostas online elevam inadimplência e criam novo risco para o mercado de locações no Rio de JaneiroNo Rio de Janeiro, 36% dos inquilinos afirmam ter atrasado — ou conhecer alguém que atrasou — o pagamento do aluguel em razão de gastos com apostas online, revela levantamento da Loft em parceria com a Offerwise. O dado coloca o estado fluminense na liderança nacional, acima da média brasileira de 31%, e sinaliza um novo fator de pressão sobre a pontualidade no mercado de locações. Em São Paulo, o índice foi de 30%; no Rio Grande do Sul, 31%; e em Minas Gerais, 28%. A pesquisa, realizada entre 26 de setembro e 6 de outubro de 2025, contou com 1.300 entrevistas e margem de erro de 3 pontos percentuais, representando brasileiros maiores de 18 anos que vivem de aluguel. Entre os apostadores cariocas, o impacto é ainda mais evidente: 10% deixaram de pagar o aluguel diretamente por causa das apostas, outros 10% atrasaram, mas regularizaram posteriormente, e 13% relataram dificuldade para quitar o valor em algum momento, ainda que sem atraso formal. Para o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, esse comportamento introduz um vetor inédito de risco à gestão de contratos e ao equilíbrio financeiro do setor.
O levantamento mostra que 61% dos fluminenses começaram a apostar há menos de um ano, o que coincide com o aumento recente nos índices de atraso e sugere que a entrada acelerada de novos jogadores está impactando a capacidade de pagamento. Apenas 19% jogam há mais de um ano e meio, reforçando o caráter recente do fenômeno. A faixa etária é um fator determinante: entre 18 e 24 anos, 59% dos cariocas relataram atraso ligado a apostas, enquanto entre os maiores de 45 anos o índice cai para 26%. No cenário nacional, os percentuais são de 36% e 24%, respectivamente. As diferenças de gênero também chamam atenção: 41% das mulheres no Rio relatam caso de atraso (próprio ou de conhecidos), contra 31% dos homens. Por escolaridade, o impacto é mais intenso entre quem tem até o ensino fundamental (39%), seguido por médio completo (37%) e superior (32%). Quando o foco recai sobre o pagador direto do aluguel, o estudo aponta que, no Brasil, 13% dos inquilinos já atrasaram ou deixaram de pagar, sendo 6% que não pagaram e 7% que atrasaram e depois regularizaram. Outros 10% tiveram dificuldade financeira sem chegar ao atraso. No Rio, os números são mais críticos: 10% deixaram de pagar, 10% atrasaram, e 13% enfrentaram dificuldade para manter o compromisso em dia. A percepção social sobre as apostas também reflete contradições. No Rio, 69% acreditam que as apostas aumentam o endividamento das famílias (ante 74% no Brasil) e 73% reconhecem que a maioria perde dinheiro (país: 78%). Apesar disso, 44% dos fluminenses veem a prática como um lazer saudável quando moderada, e 29% a consideram uma forma de gerar renda extra, número idêntico à média nacional. A demanda por regulação é alta: 71% dos cariocas defendem regras mais rígidas, enquanto 44% classificam as apostas como nocivas à sociedade. De acordo com Takahashi, a inclusão de perguntas sobre conhecidos que passaram por atrasos teve o objetivo de reduzir o constrangimento nas respostas e ampliar a precisão da análise comportamental. “O fenômeno se manifesta em todas as faixas etárias e níveis de escolaridade, mas é mais intenso entre os jovens, que têm renda mais curta e ingressaram recentemente nas plataformas digitais”, explica. O estudo reforça a necessidade de revisão nas políticas de avaliação de risco locatício, especialmente para contratos com jovens e locatários que demonstram vulnerabilidade financeira associada a jogos online. Para imobiliárias, administradores e investidores, o alerta é claro: o comportamento digital e o lazer virtual já são variáveis que interferem na solvência do mercado de locações, exigindo novas estratégias de análise e mitigação de risco. Fonte: Renato Braga - Corretor de Imóveis CRECI/RJ 93705 - Delegado do CRECI/RJ - Zona Norte/Irajá e Adjacências e Psicanalista. Outras Notícias
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