Ambiente macroeconômico de juros em queda e crédito mais acessível sinaliza novo ciclo estrutural do mercado imobiliário em 202607/01/2026
Após um ciclo prolongado caracterizado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito e maior seletividade da demanda, o mercado imobiliário brasileiro ingressa em 2026 sob perspectivas estruturalmente mais favoráveis. A expectativa consistente de redução da taxa Selic, aliada à expansão das linhas de financiamento habitacional e ao fortalecimento do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), compõe um cenário macroeconômico capaz de sustentar a retomada gradual e ordenada do setor, ainda que o contexto eleitoral imponha necessária prudência na condução dos investimentos.No âmbito das incorporadoras, entidades representativas e agentes financeiros, observa-se convergência técnica quanto ao papel central do crédito neste novo ciclo imobiliário. Projeções indicam uma redução acumulada entre dois e três pontos percentuais nas taxas de juros, movimento que, somado à ampliação do funding imobiliário, tende a recompor a capacidade de endividamento das famílias, especialmente da classe média, atualmente o segmento mais sensível ao custo do capital.Dados divulgados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) apontam que cada redução de 1% na taxa Selic viabiliza o retorno de aproximadamente 160 mil famílias ao mercado formal de financiamento habitacional, evidenciando a correlação direta entre política monetária e acesso à moradia.Sob a ótica institucional, o entendimento é de que o exercício de 2026 apresenta condições significativamente superiores às observadas nos anos anteriores. A principal variável de atenção, segundo representantes do setor, reside na definição das diretrizes de política habitacional, fator que demanda acompanhamento contínuo em razão do calendário eleitoral.Verifica-se, ainda, uma reconfiguração da estrutura de demanda, com maior concentração na base da pirâmide. O Programa Minha Casa, Minha Vida responde atualmente por cerca de 65% da produção imobiliária no município de São Paulo, principal mercado nacional, frente a uma participação aproximada de 45% até 2023. Trata-se de um segmento com elevada liquidez, maior velocidade de vendas e menor risco operacional, impulsionado por tíquetes médios reduzidos e condições de crédito subsidiadas.Em contraste, o segmento intermediário, composto por imóveis na faixa aproximada de R$ 700 mil a R$ 1,5 milhão, permanece mais exposto ao custo do financiamento, enquanto o mercado de alto padrão, com valores superiores a R$ 2 milhões, revela menor dependência do crédito tradicional, sustentando-se majoritariamente por capital próprio.A análise técnica indica que essa assimetria de comportamento entre os segmentos deverá persistir ao longo de 2026. A renda mais baixa tende a permanecer relativamente protegida, em razão da ampliação orçamentária dos programas habitacionais, do reajuste dos tetos de enquadramento e da previsibilidade regulatória. Por outro lado, os segmentos de média e média-alta renda permanecem mais sensíveis às oscilações do ambiente macroeconômico, podendo apresentar ritmo de vendas mais moderado e ajustes pontuais de precificação.Ainda assim, a estabilização dos custos de construção e a melhoria gradual da acessibilidade ao crédito criam condições objetivas para a preservação das margens operacionais das empresas do setor, embora a escassez e o custo da mão de obra especializada sigam como fator de atenção relevante.Captação de recursos e reflexos no mercado de capitaisNo campo do financiamento estrutural, o cenário é de robustecimento dos instrumentos de funding imobiliário. A previsão de ampliação do orçamento do FGTS destinado ao crédito habitacional, de R$ 127 bilhões para aproximadamente R$ 144 bilhões em 2026, reforça a capacidade de irrigação do mercado.A esse volume somam-se a manutenção dos recursos oriundos do fundo social do pré-sal e os avanços normativos propostos no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), incluindo a redução das exigibilidades da poupança e a possibilidade de elevação do percentual financiável, medidas que podem liberar entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões adicionais ao setor.Sob a perspectiva jurídica e institucional, tais medidas, associadas à expectativa de que a taxa Selic encerre 2026 em patamar próximo a 12% ao ano, conferem segurança e previsibilidade aos investimentos imobiliários, setor tradicionalmente orientado por horizontes de médio e longo prazo.No mercado de capitais, a tendência de redução dos juros reais projeta impactos positivos sobre os fundos de investimento imobiliário (FIIs), especialmente aqueles lastreados em ativos físicos — como shoppings centers, galpões logísticos e edifícios corporativos. A expectativa é de redução gradual da vacância nos segmentos logístico e corporativo, bem como de maior dinamismo no mercado de locação, sobretudo no primeiro semestre de 2026, com possível acomodação no segundo semestre em razão de eventos sazonais e do processo eleitoral.Por fim, os efeitos iniciais da reforma tributária, com a instituição da CBS e do IBS, começam a ser percebidos de forma ainda incipiente em 2026, mas tendem, no médio e longo prazo, a reforçar a atratividade dos fundos imobiliários, que permanecem beneficiados por tratamento fiscal diferenciado, consolidando-se como instrumentos relevantes de alocação patrimonial e planejamento financeiro.Fonte: Renato B. Conti - Corretor de Imóveis CRECI/RJ 93705 - Delegado do CRECI/RJ - Zona Norte/Irajá e Adjacências e Psicanalista. Outras Notícias
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